Como o aumento da gasolina afeta a área de engenharia e Construção?

Durante o ano de 2021, o brasileiro viu os preços da gasolina dispararem o que afeta diretamente não só a vida das pessoas, mas também toda a economia. Um dos setores que mais sofrem com esses reajustes, é justamente a área de construção.

No Brasil, a maior parte do transporte de produtos no território interno é feito através de caminhões. Isso significa que a cada reajuste feito nas bombas dos postos, as construtoras precisam adaptar seus orçamentos na aquisição e transporte dos materiais. Desde a compra de tijolos até o combustível necessário para manter os maquinários funcionando na obra, a gasolina está presente em todas as etapas.

A área de construção civil foi um dos mercados que cresceu mesmo durante a pandemia, o que pode ter ocorrido devido a diversos fatores. Contudo, a partir de agosto de 2021, foi possível observar uma desaceleração deste crescimento como já abordamos em um texto anterior que você pode conferir no link: https://soliderconsultoria.blog/2021/09/14/o-aumento-de-preco-na-construcao-e-a-queda-da-procura-devo-me-preocupar/

Por ser um país tão dependente do transporte terrestre, todo e qualquer reajuste das bombas é repassado através de todo o mercado, partindo dos produtos mais básicos até os que chegam nas mãos do consumidor final. Como empreendimentos são aquisições que tem sua venda feita de formas diferentes, como a compra na planta ou do apartamento pronto, em ambos os cenários os valores e propostas são diferentes. Na crescente escalada de preços que vemos, o consumidor que adiantar a sua compra é quem estará garantindo o melhor negócio. Além dos tributos já reajustados anualmente no setor imobiliário, o repasse de gastos fora do previsto como os reajustes de combustíveis, será feito a quem comprar mais tarde.

A última atualização referente ao tema é de que o valor do ICMS será congelado para que o preço da gasolina seja estabilizado por algum tempo. Apesar de ser uma medida de urgência para os bolsos dos empresários e dos consumidores, ainda assim não é a resolução final que trará segurança a quem constrói e a quem compra.

Com a chegada do final do ano com os pagamentos de férias e 13º, é possível que haja uma nova onda de crescimento para o setor de construção, já que muitas pessoas costumam destinar esses valores a realizar a compra de imóveis ou as sonhadas reformas. E você, como enxerga a situação?

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