Empreendedorismo feminino

A não ser por poucos setores no Brasil, a maioria dos micros e pequenos empresários, se obrigou a fechar as portas durante a pandemia. Quando falamos de mulheres empreendedoras, o quadro foi o mesmo com uma redução em 2020 para 8,6 milhões de empresárias. Já 2022 começa com boas notícias para elas, que recuperam o fôlego junto com a economia, apresentando mais de 10 milhões de empreendedoras no segmento. Apesar de ter diminuído o número de contratações por parte de líderes femininas, espera-se o aumento das vagas proporcionadas por elas neste ano (dados do SEBRAE).

Um dos maiores motivos para olhar de forma positiva para esse mercado é que, apesar de 50% das mulheres empreendedoras estarem no setor de serviços, em torno de 21% integra o setor de construção. Um dos quatro poucos setores que cresceram meio ao caos de 2020 e 2021. A presença feminina na Construção Civil tem aumentado, tanto como funcionárias quanto como empresárias. Desde a participação no canteiro de obras, até arquitetas, engenheiras e administradoras, elas ainda recebem salários 33% menor em média (dados da ABRASFE).

Junto ao mês das mulheres, o governo federal anunciou medidas para estimular o empreendedorismo feminino no país. A primeira delas é micro empréstimos para acelerar negócios de nano empresárias. Outras medidas que afetam diretamente a qualidade de vida de mulheres com baixo poder econômico, que podem ajudar indiretamente o cenário de empreendedorismo no país. Isso porque no Brasil, o sonho da empresa própria anda juntamente com a necessidade de mais renda.

Por que incentivar mulheres a perseguirem o sonho do empreendedorismo?

Há pouco mais de 100 anos, o único lugar em que suas habilidades de administradoras, eram como gerentes do lar. Hoje elas são 50% da população brasileira, sendo que 49% das donas de negócios são chefes de família. Das empresárias brasileiras, quase a metade são MEIs, um total de 48%. É importante lembrar que, para empreender com sucesso é preciso ter conhecimento e parte desse alicerce vem da educação. Boa parte dos negócios hoje são geridos por pessoas com ensino superior completo e quando falamos apenas das mulheres, esse total é de 60% das empresárias. Somando esse dado ao fato de a maioria estar alocada nas regiões sudoeste (43%) notamos o porquê é necessário amparo de iniciativas para uma melhor qualidade de vida. Atualmente as mulheres já possuem mais formação acadêmica e especializada que homens e mesmo assim, ganham menos que a maioria. Também precisa-se levar em conta o fato de que, elas dividem o tempo de trabalho do negócio com o cuidado da família e acabam perdendo até 10,5 horas semanais (em média) em comparação aos homens. (dados SEBRAE)

Ainda há muito terreno para ser coberto, a recuperação econômica que todos esperam em 2022 pode significar um novo aumento nos números do empreendedorismo feminino que 2020 levou consigo. Apesar do cenário atual mundial, acreditamos na determinação, engajamento, criatividade e competência, para que possa se sobressair mais uma vez.

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